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FIREWORKS

A banda tinha acabado de voltar de uma longa turnê e já tinha agendado a pré-produção do terceiro disco. Naquele momento não imaginávamos qual seria a direção musical do novo álbum. Nós só tínhamos algumas coisas em mente. Queríamos afirmar para o público e os críticos que cada álbum da banda seriam diferentes um do outro. Queríamos surpreender as pessoas mostrando a nossa capacidade de compor qualquer estilo de música. Nós não queríamos ser enquadrados nos resultados de nossas experiências anteriores. Queríamos estar sempre mudando e experimentando. Muitos parceiros, como as pessoas da gravadora e produtores, estavam profundamente envolvidos em nossas decisões. Uma coisa muito normal.

Mas para nós, parecia que estávamos presos nos estreitos limites das necessidades do mercado. E eles estavam morrendo de medo de nos rebelarmos. Éramos muito jovens, muito egocêntricos e criativos para entender isso. Nos rebelávamos contra as estruturas e fundações da música que foram nos mantinham de pé. Nunca passou por nossas cabeças que seria cedo demais para mudar o que havíamos feito.

Então fizemos um tipo de gravação bem anos setenta. Em todos os aspectos. Parecia a decisão certa, porque era uma tendência entre os grunges e bandas mais populares. Algumas pessoas dizem que para o Angra, foi simplesmente demais. O clima hippie estava em tudo. Os métodos de gravação e produção também foram muito relaxados. Em algumas faixas nem sequer tinha um metrônomo. Naquele momento, precisávamos daquela liberdade. E, tanto quanto me lembro, foi um dos álbuns menos estressantes e divertidos que eu gravei. E a diversão que eu tive, fez tudo valer a pena.