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HOLY LAND

Desta vez estávamos um pouco mais preparados e confiantes. Poderíamos explorar mais a mistura de alguns elementos brasileiros e latinos nas canções e arranjos. Nós tiramos quatro meses de folga no interior do país, em uma casa de fazenda. Nós não tínhamos linhas telefônicas ou TV. Internet e telefones celulares nem sequer existiam na época. Montamos o equipamento e começamos um laboratório para encontrar um estilo único que nos confirmaria como uma banda única.

Esse era o nosso objetivo e eu acho que nós fizemos isso em muitos aspectos. Nós praticamos, gravamos e trocamos ideas. Foi um período muito rico para a banda. Estar perto uns dos outros e ter tempo e condições para a experiência nos levou a um dos álbuns mais aclamado de nossas carreiras. Ricardo se juntou a banda logo após o lançamento de Angels Cry e nos ajudou a pesquisar as combinações de ritmos.

Nós trabalhamos muito em dinâmicas com enormes contrastes entre partes calmas/delicadas e poderosas/rápidas. Desta vez nós gravamos a bateria e o baixo no estúdio do Kai Hansen e todo o resto em Hanover.

Me lembro de passar muito tempo na Alemanha. Cerca de quatro meses. Estar longe de casa por muito tempo começou a tornar-se parte da nossa rotina. O conceito é a história do Brasil em estágios iniciais. A descoberta e a formação da nossa cultura. A vinda dos europeus, os índios, a escravidão africana e como acabamos sendo uma mistura de tudo isso.

Falar sobre nossas origens nas letras foi uma maneira muito eficaz de apresentar e justificar a combinação de muitos ritmos e elementos musicais que eram incomuns para outras bandas melódicas tradicionais. Nossas diferenças se tornaram nossos pontos fortes.